Faltam soluções para caos nos estacionamentos da UFSC

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Texto: Marília Marasciulo (mariliamarasciulo@gmail.com)

Fotos: Brenda Thomé (brendathome@gmail.com)

A cada início de semestre, a cena se repete. Carros estacionados em cima das rótulas, uns bloqueando a saída dos outros, outros atropelando a grama na frente de prédios como o Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM). E ninguém parece saber como resolver a situação.

Nessa mesma época no ano passado, o problema foi minimizado com a campanha de conscientização implantada pela UFSC, através da colagem de adesivos com uma mensagem de alerta nos vidros dos carros estacionados em locais irregulares. Ação que não está surtindo efeito este ano: só nos dois primeiros meses de aula, mais adesivos foram utilizados do que em todo o ano passado, segundo o diretor do Departamento de Segurança (DESEG), Leandro Oliveira.

A Guarda Municipal chegou a notificar carros estacionados nas rótulas das vias de acesso municipalizadas. O chefe do DESEG explica que as multas não foram aceitas pelo DETRAN, que considera que a área da UFSC é federal e, portanto, a aplicação caberia a Polícia Rodoviária Federal.

Um dos vigilantes que trabalha há dez anos na segurança do campus e acompanha “a zona” diariamente lista os principais problemas que ele observa: não há punição, falta espaço e um transporte de qualidade. “Não adianta trazer mais gente, mas não aumentar o espaço de estacionamento”, disse, enquanto apontava para o prédio do Espaço Físico Integrado (EFI),recém-construído. Ele explica que os vigilantes recebem xingamentos quando tentam chamar atenção de quem estaciona em local indevido. O mais frequente são pessoas ocupando as poucas vagas para deficientes.

O Pró-Reitor de Administração Antônio Carlos Montezuma disse que a única medida que a universidade irá tomar será isolar as rótulas, jardins e calçadas com pequenos postes, barrando o acesso dos carros. Ele explicou que a universidade não tem como punir quem estaciona em locais irregulares, e não vê como solução ampliar os espaços. “Quanto mais ampliarmos, mais carros vão aparecer.”

Ele acredita que a quantidade de carros aumentou nos últimos anos devido à facilidade com que as pessoas compram carros, e culpa principalmente os estudantes por esse aumento. “O estudante passa no vestibular e ganha um carro como prêmio”, disse. Outro problema, segundo Montezuma, são pessoas que utilizam a UFSC como estacionamento para outros locais—inclusive quem deixa o carro na universidade para ir ao Centro.

Todos os dias, quase 16 mil carros circulam pelo campus e a universidade possui 3.756 vagas, conforme os dados levantados pelo Subcomitê de Mobilidade (parte do Plano Diretor Participativo da UFSC) num diagnóstico feito em 2011. No mesmo relatório, a equipe constatou que mais da metade da comunidade universitária vem para a UFSC de carro. Os professores são os que mais usam o automóvel (84%), seguido pelos servidores (59%), os estudantes de pós-graduação e os de graduação (25%).

Obras em estacionamento do CED implicam em menos vagas

Desde o início do semestre, os estacionamentos do Centro de Ciências da Educação (CED) estão em obras que incluem remoção de lajotas para colocação de fios elétricos subterrâneos e drenagem. Embora parte das vagas ainda possa ser utilizada, a maioria está interditada. A previsão do Departamento de Obras (DOMP) é de que estejam concluídas até o final do semestre.

 

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