Maria Júlia de 11 anos lidera ranking nacional de golf

Texto e fotos: Luiza Kons (lupkons@gmail.com)
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Maria Júlia Ribeiro de 11 anos é uma menina de olhos castanhos e sorriso tímido, o jeito de falar e a minnie pendurada nos tacos de golf remetem ao universo infantil. Mas, basta conhecer sua rotina para perceber que precisa manter um ritmo de treinamento semelhante ao de um esportista adulto, para permanecer na primeira colocação no ranking nacional de golf  juvenil na categoria D (até 13 anos).

Tudo começou quando Maria Júlia tinha por volta de quatro anos e se encantou com um campo de mini-golf no shopping. Depois de ter jogado, insistiu para que os pais a matriculassem em uma aula. O problema é que a menina era considerada muita nova para jogar e não pode ser matriculada no Costão Golf Club localizado no bairro dos Ingleses (único campo de golf de Florianópolis). Foi preciso ter quase seis anos para iniciar os treinamentos com couch golf Mariano Fabeiro, que continua a ser seu professor no Costão.

Esse ano já foram 7 Etapas nacionais nas cidades de Curitiba (PR), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO) e Porto Alegre  (RS). No ano passado Maria Júlia participou de 25 torneios locais e estaduais “lembro que uma vez fomos viajar 2 de novembro e só voltamos 10 de dezembro” comenta sua mãe Dayane Ribeiro. Para conciliar a rotina de viagens com os estudos, Dayane desde o princípio explicou a condição de atleta para a escola Bom Jesus Sagrado Coração de Jesus onde a filha estuda, com Maria Júlia o acordo é que a filha mantenha bom desempenho nas aulas “ela é uma aluna bem dedicada”.

Já no campo de golf a dedicação da menina inclui aulas nas terças e sextas: com duas horas de aula para treinar as tacadas curtas (menor distância entre a bola e o buraco), e outras duas horas para preencher os buracos no campo. Na quarta-feira, faz uma hora de academia, adequada para sua idade, com Marcus Venicius personal especialista no esporte: com o intuito de fortalecer a coluna que é bastante exigida durante os torneios. No sábado e domingo, passa quatro horas para preencher os 18 buracos do campo.

De acordo com Dayane, a filha começou a participar  ano passado de vários competições para, desde nova, aprender a lidar com as pressões dos torneios que duram em média quatro dias com cerca de cinco horas de jogo “para esporte de auto rendimento tem que ser competitiva senão você está no lugar errado’’.

Ela também destaca que o atleta de auto rendimento precisa do apoio da família, no caso de Maria Júlia, Dayane, o pai John, e a irmã Gabrielle sempre a acompanham nas viagens e passam os finais de semana no campo de golf. Durante as férias, toda a família vai para cidade de  Houston nos Estados Unidos ficar ao lado da pequena golfista que participará de alguns torneios nos arredores da cidade e passará um mês treinando com uma profissional estadunidense.

O próximo desafio da menina de 11 anos é a 6° e última etapa do Tour Nacional de golf juvenil, no Costão Golf Club, que começa na próxima sexta 19 de novembro e vai até o domingo 22, que vale pontuação para o ranking nacional e mundial de golf amador. Ao ser indagada se toda essa preparação envolve o desejo de participar de futuras  olimpíadas, Maria Julia sorri e comenta como quem não quer nada “pretendo, mas na verdade  queria mesmo participar do maior torneio de golfistas do mundo que é o PGA’’.

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