Tinder: o crescimento do aplicativo no Brasil e as histórias de quem já testou

Texto e infografia: Marina Gonçalves
(marinajulianag@gmail.com)

“Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”. A frase do teórico Zygmunt Bauman explica um conceito que ele chama de modernidade líquida, que é leve, fluida e infinitamente mais dinâmica que a ideia de modernidade sólida do passado. Essa teoria pode ser usada para entender o sucesso de um aplicativo como o Tinder e o que ele diz sobre as relações pessoais na atualidade.

A ideia dele não é muito distante dos tradicionais sites de relacionamento online que, principalmente nos anos 90 e 2000, já fizeram muito sucesso: um espaço na rede para pessoas que tem gostos em comum e que não se conhecem na vida real possam começar um papo, que pode desenvolver então para um relacionamento.

O visual do app é clean e o funcionamento é fácil e intuitivo: depois de ajustar as configurações básicas (se a preferência é por homem ou mulher, o raio de distância para encontrar pessoas e a faixa de idade), a foto do(a) pretendente aparece na tela. Se a pessoa não se interessar, desliza para a esquerda. Se o perfil chamar a atenção, desliza para a direita e torce para o match – quando a pessoa que está do outro lado também curtiu.

Os motivos para o uso são variados: para conhecer gente nova, escapar do tédio, sair do círculo de amizades que a pessoa já tem e até aumentar a autoestima. Cristian Stassun é psicólogo e estuda dispositivos de governo de populações há 12 anos. Apesar de dispensar as nomenclaturas para gerações, confirma que esse tipo de relacionamento tem a ver com o comportamento atual dos jovens. “O Tinder é o auge do Espelháculo, que foca na “orgia” que o sujeito faz do seu próprio eu, se preocupando mais com sua foto e aparência do que com o contato conseguido com a ferramenta. Pois o que realmente te prende no Tinder é a esperança, que daqui a pouco surja o que na vida real é mais prejudicado pela insegurança e isolamento urbano: um novo amor, uma nova amizade, uma nova chance de ser mais feliz e mudar toda sua vida”.

O sucesso do aplicativo é inegável. No mundo já são 100 milhões de usuários, sendo 10 milhões deles no Brasil. O país é o terceiro país em número de usuários (perde para o Reino Unido e Estados Unidos) e esse número só aumenta: o crescimento é de 2% ao dia. A média de matches – combinação de dois perfis no aplicativo – é de 4 milhões por dia.  Stassun aponta como principais motivos para a popularização desse tipo de aplicativo fatores concretos como a velocidade da internet, a amplitude da conexão social, não mais restrita por grupos de amigos conhecidos e, principalmente, a hipermobilidade de acesso, pelo uso de gadgets, como os smartphones.

O Cotidiano foi atrás de diferentes histórias que aconteceram graças ao Tinder. Umas de amor, outras de amizade e algumas bem engraçadas que acabaram dando em nada além de umas boas risadas. Navegue pelas páginas abaixo para conhece-las:

[swfobj src=”http://cotidiano.sites.ufsc.br/wp-content/uploads/2014/09/ESSE.swf” width=”700″ height=”520″ align=”center”]

Um comentário em “Tinder: o crescimento do aplicativo no Brasil e as histórias de quem já testou

  • 5 de setembro de 2014 em 17:16
    Permalink

    Bah, GG! Doze whatsapp e ainda tá solteiro, cara? Vem pra mim :*

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.