Com preços variados, a moda dos brechós invade a UFSC

Texto e fotos: Luize Ribas (luizeribas@gmail.com)

Roupas e acessórios sobre toalhas e cangas coloridas na UFSC. Esse é o cenário dos gramados e calçadas do campus universitário, principalmente em frente ao Centro de Comunicação e Expressão nas quartas-feiras, quando o movimento de pessoas é maior devido à Feira de Alimentos Orgânicos e ao 12h30, projeto que traz músicos todas as semanas para o varandão do CCE. Esses “brechós” são na maioria das vezes de pessoas que não se sustentam apenas por essa renda e também não têm um lugar fixo, muitas na verdade só vendem na UFSC, pela praticidade e quantidade de pessoas que passam e compram. As vendas são sem autorização da administração, mas a cada semana parece aumentar o número de pessoas que fazem seus negócios na universidade.

Karen Romano é uma dessas pessoas. Fotógrafa, há um mês vai até à UFSC e vende roupas próprias e também as de algumas amigas. O dia escolhido também é quarta-feira, mas pretende vir mais dias. Além de roupas, vende acessórios e produtos cosméticos naturais, e os preços variam de 5,00 reais a 40,00. No futuro planeja vender online e também em outros lugares que tenham feiras de alimentos ao ar livre, como no Centro e na Lagoa da Conceição. “Consigo pagar minhas despesas básicas com o brechó”, comenta Karen.

A estudante de Arte da UDESC, Tamara Gonçalves, que começou a vender roupas na UFSC há alguns dias, também pretende continuar vindo. Apesar de ser “novata” no quesito bazar, Tamara tem experiência em troca e venda de roupa: há dez anos ela e um grupo de 15 amigas se encontram uma vez por mês e negociam entre si. “O objetivo é fazer com que as roupas circulem por um preço baixo.” Estendidos sobre uma canga colorida o valor dos objetos variavam entre 2 e 8 reais.

June Heiras, estudante da UFSC, após ver tantas pessoas vendendo roupas no campus também resolveu tirar do armário o que não estava usando e vender na universidade. Em sua opinião, são principalmente os estudantes que compram. “Eu, por exemplo, estou hoje só com roupa de brechó.” June também vendeu online, mas agora prefere pessoalmente, “ás vezes eu esquecia de ir aos encontros marcados”, comenta. Os preços das roupas variam de 5 a 10 reais.

Para saber mais sobre o assunto, você pode ler as matérias do Cotidiano sobre os brechós online e com tradicionais bazares da Ilha. Abaixo, confira algumas fotos dos brechós na UFSC:

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