Privatização da Floresta Nacional de São Francisco de Paula está no centro do imbróglio entre o ICMBio e a comunidade Xokleng Konglui

Reportagem do Projeto Cotidiano UFSC vence 39º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

A reportagem “Retomada Xokleng Konglui: o renascimento de um povo” dos repórteres Rodrigo Barbosa e Rodrigo Lino Nunc-Nfôonro, publicada pelo Projeto Cotidiano UFSC, venceu o 39º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, em 3º lugar, na categoria Acadêmico. A matéria especial concorreu com outras 40 inscritas de todo país. Em 2022, o tema da premiação foi “Intolerância.

Para escolher os melhores trabalhos, a comissão julgadora estabeleceu cinco critérios de avaliação: qualidade do texto ou da imagem; investigação original dos fatos; profundidade no tratamento da informação; abordagem de temas socialmente relevantes; valores éticos profissionais refletidos no trabalho.

A reportagem do Cotidiano UFSC conta a história da retomada de território tradicional indígena do povo Xokleng Konglui na região da Floresta Nacional de São Francisco de Paula, no nordeste do Rio Grande do Sul. No local, atualmente, cerca de 40 indígenas, incluindo crianças, vivem à beira da RS-484, em barracos improvisados feitos de lona e madeira, sem acesso à água potável e energia elétrica. As famílias são impedidas de ocupar a terra indígena que foi privatizada pelo Governo Federal.

O prêmio é promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) em a parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – RS (OAB-RS), desde 1984. A Regional Latino Americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel UITA), a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS) e a Caixa de Assistência dos Advogados – RS (CAARS) também apoiam a premiação.

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