Rede de apoio aos direitos infantis chega a Santa Catarina

Texto: Murici Balbinot (muricibalbinot@gmail.com)

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Santa Catarina passou a fazer parte da Rede Nacional Primeira Infância, que tem a finalidade de integrar entidades e iniciativas que promovem os direitos humanos para crianças de zero a seis anos.  A Rede Estadual atuará como gestora de atividades e dará suporte a projetos culturais, práticas de lazer e profissionais especializados por meio de eventos, palestras e congressos que objetivam, em comum, a defesa da criança. O evento de lançamento aconteceu sábado, dia 31, às 10 horas, no Hotel Majestic Palace.

Entra na Rede quem se inscreve e participa da articulação pelo bem da criança. Um dos exemplos vem de Luiza Lins, coordenadora da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, evento que exibe gratuitamente curtas e longas e promove oficinas de arte ao público infantil há 13 anos. O projeto fará parte da Rede, assim como o Espaço Imaginário – Arte, tecnologia e educação, nascido no Mato Grosso do Sul e desenvolvido também em Santa Catarina.

A experiência no centro-oeste incentivou Luiza a implantar uma Rede local para o estado. Como uma das fundadoras, convocou para o encontro conselhos municipais, associações comunitárias, Ministério Público e outras entidades da sociedade que atuam por causas semelhantes à sua. “Na verdade, o que a gente quer é proteger a criança, mesmo, e que isso não se dê apenas pelo governo, mas também pela sociedade civil”, disse. Um grupo gestor foi formado para comandar as atividades.

Iniciativas de promoção dos direitos infantis podem se inscrever para fazer parte da Rede, como o exercício de cultura praticado na Mostra de Cinema. “Queremos atuar em conjunto com quem se preocupa com crianças em todos os âmbitos, não apenas na cultura, pode ser na educação, no lazer, e na saúde como, por exemplo, uma pediatra”, enfatiza.

A Rede defende uma articulação para defender políticas públicas de defesa à criança. Luiza diz que “muitas crianças ainda trabalham, e trabalho escravo, educação precária” e é necessário provocar reflexões sobre o papel delas na sociedade e propor formas de ampliar seu reconhecimento como cidadãs. Segundo ela, a Rede em oito anos de existência atingiu quase todo o Brasil.

 

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