Estudantes protestam durante inauguração da pista de atletismo da UFSC

Texto e fotos: Matheus Alves (matheusalvesdealmeida@gmail.com)

A inauguração da pista de atletismo da UFSC ocorreria tranquila e de acordo com o protocolo, se não fosse a manifestação de estudantes contra a atual distribuição de verbas do Ministério do Esporte. O Centro Acadêmico de Educação Física (CAEF) realizou um ato de repúdio aos enormes investimentos em eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de Rio 2016. Autoridades municipais, estaduais e federais compareceram a cerimônia, inclusive o ministro do Esporte George Hilton.

Os alunos de Educação Física tiveram apoio de entidades do movimento estudantil e conseguiram dois minutos para discursar. A estudante Iná Neves não escondeu o nervosismo enquanto listava para a imprensa e a comunidade universitária alguns problemas do Centro de Desportos (CDS) da UFSC: quadras sem reforma, falta d’água, vestiários e ginásios abandonados. Destacou os gastos em eventos internacionais e o baixo investimento em esportes acessíveis à comunidades. “Dinheiro é para ser usado no esporte, não no esporte só de elite”.

A importância da obra foi defendida pelo ministro George Hilton em sua fala sobre o legado da Copa do Mundo e das Olimpíadas. “Não é ter essas pistas com equipamentos modernos, mas o legado imaterial, para podermos despertar nos jovens o desejo de praticar o esporte.” A pista será parte da Rede Nacional de Treinamento de Atletismo, programa do Governo Federal.

O diretor do CDS, Edison Roberto de Souza, falou sobre os motivos da construção do Campo Atlético. Contou que houve dificuldades para conseguir verbas do governo federal. “Foi uma luta de cinco anos, que agora está concluída”. Para encerrar o discurso, o professor dirigiu-se as autoridades presentes e protocolou um pedido de recuperação do parque esportivo da UFSC.

Com 400 metros de extensão e 8 raias, o novo Campo Atlético será uma das 172 sedes de treinamento para as Olimpíadas de Rio 2016. A cobertura de borracha natural segue padrões internacionais para prática de corrida, salto em altura, distância e triplo, arremesso de peso, lançamento de dardos, martelo e disco. O custo da construção foi de 7,8 milhões de reais.

As normas para utilização da pista serão semelhantes às da piscina da UFSC. A pista ficará fechada e poderá ser utilizadas através de convênios e parcerias. De acordo com o site da Universidade, o público esperado é de 500 pessoas por semana. Em seu discurso, o professor Edison lembrou que a antiga pista de carvão em volta do parque atlético não possui cercas e continua pública, 24 horas por dia.

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