#13A: Veja como foi o ato em defesa da educação em Florianópolis

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Reportagem e fotografia de Rodrigo Barbosa (rodrigobpp@hotmail.com)

O segundo semestre letivo de 2019 começou agitado na UFSC. Nesta terça (13), milhares de pessoas foram às ruas do Centro na quarta grande manifestação em defesa da educação pública do ano. As principais pautas dos manifestantes foram, mais uma vez, os contingenciamentos relizados no Ministério da Educação (MEC). Somente no ano de 2019, mais de R$5 bilhões de reais já foram retirados das instituições federais de ensino.

Além disso, o “Future-se”, programa de reestruturação financeira das Universidades Federais anunciado pelo Ministro Abraham Weintraub no mês de julho, também foi alvo de crítica. O programa amplia a participação de capital privado no orçamento universitário e gerou polêmica desde o seu anúncio.

O Cotidiano UFSC acompanhou as atividades durante toda a tarde e preparou um resumo para te mostrar como foi mais esse dia de protestos na capital catarinense.

 

Estudantes da UFSC se concentraram por volta das 16 horas na Avenida Mauro Ramos, em frente ao IFSC. De lá, estudantes das duas instituições federais caminharam até a Praça XV de Novembro.

 

Somadas, as duas instituições já perderam mais de R$80 milhões do orçamento referente ao ano de 2019. As direções de ambas já afirmaram não ter condições de finalizar o ano letivo. No caso da UFSC, a previsão é de que não haja dinheiro para que aulas ocorram além do mês de setembro. 

 

No Largo da Catedral, na Praça XV, uma multidão aguardava os estudantes para o começo do ato. 

 

Centrais sindicais e movimentos sociais também aderiram ao ato. Em cima dos caminhões de som, palavras de ordem se alternavam com apresentações artísticas. 

 

Cerca de uma hora depois da chegada dos estudantes, os manifestantes começaram a caminhar. O trajeto da marcha incluiu as ruas Tenente Silveira e Pedro Ivo.  

 

A Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro também foi lembrada na manifestação. A proposta havia sido a principal pauta do último grande ato nacional, no dia 14 de julho. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última semana e se encontra atualmente sob análise do Senado Federal. 

 

A Polícia Militar acompanhou os manifestantes durante todo o trajeto, não tendo registrado nenhuma ocorrência. Na foto, o ato chegava à Avenida Paulo Fontes. 

 

No começo da noite, o ato se dividiu: centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram em frente ao Ticen. Estudantes seguiram caminhando pela Avenida Paulo Fontes.  

 

A marcha ainda passaria pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e pelas ruas Silva Jardim e Bulcão Viana. Diferentemente do previsto inicialmente, o protesto teve seu fim dentro do Ticen. A previsão inicial era de que a dispersão ocorreria no Largo da Catedral. 

 

De acordo com a Polícia Militar, 7 mil pessoas participaram do ato em Florianópolis. Os organizadores estimam este número em 20 mil na capital catarinense. A UNE (União Nacional dos Estudantes) divulgou que mais de 1,5 milhão de pessoas estiveram nas ruas em todo o país nesta terça-feira. Uma próxima grande manifestação nacional está prevista para o dia 7 de setembro.