Coletivo Afro-Floripa encerra a Semana Experimenta na UFSC

Texto e vídeo: Ana Domingues (e-mail: anadomingues.ufsc@gmail.com)

Com gonguê, alfaia, agbês, caixa, berimbau, atabaque, agogo, caxixi e muita dança, o Coletivo Afro-Floripa apresentou, nesta quinta-feira (27), um espetáculo musical como encerramento da semana Experimenta na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Há 14 anos, os grupos Capoeira Angoleiro Sim Sinhô, Abayomi e Maracatu Arrasta Ilha utilizam o espaço público da instituição para realizar práticas culturais negras e africanas abertas à comunidade. O Coletivo deu início à apresentação no Centro de Convivência e se encaminhou para o auditório Garapuvu, localizado no Centro de Cultura e Eventos.

Confira o teaser do espetáculo Coletivo Afro-Floripa, no vídeo abaixo.

Arrasta a Ilha

O Grupo Arrasta Ilha existe desde de 2002 em Florianópolis e tem o objetivo de difundir a cultura do Maracatu de Baque Virado, além de outras manifestações populares como o boi de mamão, afoxé, e coco de roda. As apresentações acontecem geralmente na rua, em forma de cortejo. 

Com o intuito de desenvolver e subsidiar outras atividades além das apresentações, o grupo criou a Associação Cultural Arrasta Ilha, e já desenvolveu trabalhos em comunidades com crianças e jovens em situação de risco social. Além disso, realizam intercâmbios com os mestres e integrantes das nações de maracatu de Pernambuco e oficinas para quem deseja aprender a tocar e dançar maracatu.

Angoleiro Sim Sinhô

O Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô foi criado em 1993 pelo mestre Plínio, em São Paulo, a partir do desejo em buscar, resgatar e conservar a memória dos antigos mestres da capoeira angola. O nome surgiu em tom de provocação e resposta a boatos levantados por mestres que estavam no Rio de Janeiro e diziam que em São Paulo não existia capoeira angola.

Abayomi

É um grupo aberto de pesquisa em dança e música africanas e afro-brasileiras, em especial a cultura Mandeng, presente na Guiné, Senegal, Costa do Marfim e outros países do oeste africano. A partir de oficinas de estudo, constitui um grupo artístico focado no trânsito entre culturas, na reinterpretação de linguagens e na incorporação de novos conteúdos como ritmos afro-brasileiros, instrumentos musicais e dança contemporânea.

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