Cães e gatos recebem microchips no bairro Tapera

Texto, fotos e arte: Natália Duane (nataliaduanedesouza@gmail.com)

Basta um descuido, um portão aberto… e lá se vai seu bichinho. Mas a partir de semana que vem, o bairro Tapera não tem mais cachorro sem dono. Para evitar que cães e gatos fiquem soltos na rua, os animais estão recebendo nesta semana uma identificação através da implantação de microchips. Utilizado há 20 anos em diversos países em vez das tradicionais coleiras e tatuagens, o equipamento armazena um número de identificação, que permanece numa base de dados junto ao contato e endereço do dono – facilitando o reencontro.

Esta é a primeira ação realizada em Florianópolis, e tem como objetivo conscientizar a população sobre a guarda responsável: “As pessoas pegam um animal de estimação por achá-lo bonito, mas não devem se esquecer das suas obrigações com o animal e com a própria sociedade – o cachorro não pode fugir, nem morder ninguém na rua”, diz o diretor do Bem-Estar Animal, João Eduardo Cavallazzi. Além de simplificar a busca, a identificação adequada é também uma questão de saúde pública. Os microchips auxiliam programas municipais de controle da população de cães e gatos e a formulação de políticas públicas contra zoonoses – doenças transmitidas através de animais.

Veja as fotos do primeiro dia da ação no Bairro Tapera:

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MULTAS

Nos países europeus é comum que donos recebam multas por não cadastrar os seus bichinhos – o que também é feito na cidade de São Paulo: só ano passado, 115 mil animais receberam o chip. A câmara de vereadores do Rio de Janeiro começou a votar esta proposta nesse mês. Se o projeto de lei for aprovado, os donos terão seis meses para se adaptar, e caso não cumpram a ordem, ficam sujeitos a multas de R$200.

Já na Ilha, uma lei complementar, aprovada na Câmara Munipal em 2010, também tornou obrigatório o registro de animais das espécies canina, felina e equina, até os seis meses de idade. Os proprietários que não cumprissem o prazo estariam sujeitos à intimação para registro no Centro de Controle de Zoonoses e multa de R$30. Estariam – no passado -, pois a lei não é aplicada. Segundo o diretor do Bem-Estar Animal, esta primeira etapa no bairro Tapera, junto de campanhas educacionais, é também para tornar pública a obrigatoriedade. O procedimento também é feito em clínicas veterinárias e o preço varia. Em geral, custa o valor da consulta (entre R$30 e R$70), mas poucos donos de pets sequer sabem da existência do equipamento.

MICROCHIPS

Cerca de 400 desses equipamentos estão sendo distribuídos até quinta, das 9h às 12h e das 13h às 16h, no Centro Comunitário da Tapera –  mas somente para donos de animais que possuam renda inferior a três salários mínimos. A partir de janeiro do próximo ano, o valor de renda mínimo deve diminuir para 1,5 salário-mínimo. Há aproximadamente 800 chips armazenados na Diretoria de Bem-Estar Animal, que serão distribuídos até o fim do ano. Os próximos bairros a serem atendidos são Canasvieiras e Campeche, respectivamente, sempre na última semana do mês.

Veja mais detalhes sobre o procedimentos e c0mo fazê-lo abaixo:

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