Alunos de odontologia fazem manifestação e paralisam atividades no curso

Texto e fotos: Luíza Giombelli (luizamgiombelli@gmail.com) e Natália Duane (nataliaduane@hotmail.com)

Aos gritos de “Queremos solução!” e “A Odonto parou!”, os alunos do curso de odontologia saíram do Centro de Ciências da Saúde (CCS) hoje pela manhã e caminharam até a reitoria para reivindicar a reforma da clínica, do centro de esterilização e a compra de novos equipamentos. Os estudantes exigem, prioritariamente, melhorias nas condições básicas de atendimento.

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Como faltam materiais essenciais para as consultas, a clínica está fechada desde o início do ano letivo. Ouça o depoimento da aluna da décima fase de odontologia, uma das organizadoras da manifestação, Madalena Dias: Depoimento Madalena Dias

Professores do curso também estão participando do movimento, pedindo para que seja feita uma reforma imediata em todo o prédio da odontologia. O problema já existe há mais de 10 anos e com a clínica fechada, cerca de 2.000 pacientes deixam de ser atendidos por mês. Ouça a colocação da aluna de odontologia, Ligia Miranda, durante reunião do CUn: Depoimento Ligia Miranda

Em um ato simbólico, a chave da clínica foi entregue à reitora Roselane Neckel no auditório da reitoria em assembleia com os estudantes nesta manhã. A reitora parabenizou a organização dos alunos, e afirmou que o importante agora não é procurar por culpados, mas sim por soluções.

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A paralisação nas obras do centro de esterilização foi questionada pelos estudantes, sendo que no ano anterior havia sido feita a promessa de que uma reforma seria feita durante as férias e que, portanto, não afetaria as aulas e atendimentos. A pró-reitora adjunta de Planejamento e Orçamento, Izabela Raquel, disse que as obras do centro de esterilização, que tinham previsão de término para o dia 13 de março, não foram concluídas devido ao pedido feito pela vigilância sanitária, para que houvesse  uma adequação do projeto. Segundo a pró-reitora, as modificações estão sendo feitas para que a obra termine em 60 dias.

Quanto ao centro cirúrgico, o projeto está em fase de avaliação pela vigilância sanitária de Florianópolis. O pró-reitor de Planejamento e Orçamento, Prof. Antonio Cezar Bornia, ainda disse que os equipamentos que estão em falta já foram adquiridos, mas que não foram liberados ainda pois antes é preciso que a clínica seja reformada, e por isso uma solução imediata não é viável.

 

Organização

A manifestação foi organizada após uma assembleia realizada na semana passada, com mais de 300 pessoas presentes, entre estudantes e professores da odontologia. Foi decidido que o curso pararia todas as suas atividades, aulas teóricas, práticas e os atendimentos na clínica, até que uma solução seja dada.

No ano passado, já havia sido realizada uma manifestação, apenas com alunos da 6a fase em diante – alunos das fases iniciais também estão participando do protesto dessa vez. Veja na reportagem produzida pelo TJ UFSC no ano passado, as condições em que os alunos atendiam os pacientes:

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