Sem previsão para conserto de aquecedores, alunos precisam nadar em água gelada nas piscinas da UFSC

Texto e Imagens: Lucas Amarildo (lucasamarildosouza@gmail.com)

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Praticar natação ou qualquer outra atividade aquática tem sido um desafio para estudantes e pessoas da comunidade que frequentam a UFSC. Desde o ano passado, 11 dos 16 equipamentos que aquecem a água de duas piscinas não estão funcionando. O processo de licitação para adquirir novos aquecedores já foi aberto, mas a universidade ainda depende da liberação de recursos pelo governo federal. Até lá, os alunos precisarão se adaptar à agua com temperatura média de 22ºC – quase dez graus abaixo do recomendado para o aprendizado da natação.

Quando a direção do CDS (Centro de Desportos da UFSC) percebeu que parte dos aquecedores estava em mal funcionamento, ainda ano passado, avaliou que a troca de todos eles teria custo-benefício maior que a simples manutenção. Mas o vice-diretor do Centro, professor Luciano Fernandes, não esperava que a compra dos equipamentos levaria tanto tempo: “tivemos que enfrentar a burocracia de um processo licitatório, fazendo o pedido de três orçamentos, nos deparando com empresas que não se enquadravam nos requisitos e tendo que lidar com atrasos”. O processo que deveria ficar pronto em 2014 se estendeu para o ano seguinte e demorou ainda mais por conta da aprovação da lei orçamentária, sancionada pela presidente Dilma Rousseff apenas na última quarta-feira.

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Para garantir que os recursos do governo federal sejam aplicados na compra dos novos aquecedores também é preciso aprovação da administração central da UFSC. Hoje a direção do CDS deve se reunir com a reitora Roselane Neckel. Neste encontro serão avaliados orçamentos e definidas as prioridades de cada centro da universidade. A empresa vencedora da licitação terá o prazo de 30 dias, contados a partir da data do pagamento, para instalar os novos equipamentos. Momento aguardado com ansiedade pelas mais de mil pessoas, entre alunos e comunidade, que utilizam as piscinas do Centro de Desportos diariamente.

Acostumado com perguntas sobre prazos e datas para a entrega do serviço, Luciano Fernandes se diz sem esperanças com as obras no CDS: “Estou cansado e desanimado. Além das piscinas, o telhado também apresenta defeitos, com diversas goteiras. Os problemas são reflexo do governo federal, do país em que vivemos e não sei que solução podemos tomar para resolver isso”.

Quando foram abertas as vagas de atividades físicas para a comunidade, no início do semestre, a direção do Centro se preocupou em informar à população que a água das piscinas poderia não estar aquecida. Mesmo assim, as disciplinas foram preenchidas quase em sua totalidade. A direção do CDS também liberou os alunos a usarem roupas de neoprene – tecido famoso entre esportistas pela sua proteção isotérmica, contra baixas temperaturas – ao invés de sungas e maiôs. Até que seja garantida a verba necessária para a compra dos aquecedores, alunos, professores e comunidade precisarão se acostumar com a água gelada.

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