Sem coleta seletiva, reciclagem na UFSC é feita por projetos independentes

Texto: Mariana Moreira (rmoreira.mariana@gmail.com) e Merlim Malacoski (merlimiriane@gmail.com)
Fotos: Mariana Moreira

A comunidade do campus da Trindade produz em média 75 toneladas de resíduos sólidos todos os meses, de acordo com relatório do Projeto 3R do Departamento de Arquitetura. Mas a Universidade não possui um sistema de coleta seletiva, o que existem são projetos independentes, desenvolvidos por grupos de estudantes, professores e servidores que encaminham o material para reciclagem.

No Centro de Ciências Agrárias  já se pensa em alternativas para a redução e o reaproveitamento do lixo há alguns anos. O professor Paul Richard Momsen Miller, do Departamento de Engenharia Rural, coordena o projeto de extensão que faz o tratamento dos resíduos orgânicos produzidos na UFSC e nos restaurantes no entorno do campus. Durante as sextas-feiras, estudantes de diferentes centros realizam o processo de compostagem no pátio nos fundos do prédio do CCB, no Córrego Grande. De acordo com o professor, os resíduos orgânicos correspondem a dois terços do lixo produzido no Campus.

No Centro de Ciências Biológicas,  CCB Recicla recebe óleo de cozinha através do Programa ReÓleo. Já o papel e papelão são coletados em lixeiras distribuídas em quatro pontos do CCB. “Gostaríamos de expandir para outros centros, mas não temos local para armazenar uma quantidade maior de lixo”, explica Emily dos Santos, uma das organizadoras do projeto.  Por esse motivo, os integrantes do CCB Recicla têm que levar o material aos poucos para a reciclagem, pois a empresa responsável faz o recolhimento apenas quando há quantidade superior a uma tonelada.

O projeto também organiza os mutirões de coleta de lixo eletrônico. O primeiro aconteceu em junho de 2012 e recolheu 555 kg de materiais. Em outubro do mesmo ano foram 732 kg. O terceiro mutirão acontece a partir de amanhã e integra a Semana CCB Recicla. Os postos de coleta estarão no Varandão do CCE das 11h às 17h, na quinta-feira, e das 9h às 17h, na sexta. Os equipamentos serão levados pela empresa Recicla Shop, de Palhoça, que seleciona o que ainda funciona e destina para o restante para a reciclagem.

_DSC7745Além do CCB Recicla, o Projeto 3R, desenvolvido pelo Departamento de Arquitetura, também trabalha a questão da reciclagem através de oficinas de reutilização e dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs).  As lixeiras feitas com garrafas PET e os containers foram colocados nos corredores e em frente ao prédio da Arquitetura, próximo à entrada da UFSC pelo Pantanal, em setembro do ano passado, com o apoio da Prefeitura do campus, de alguns setores da Universidade e de empresas privadas.

Apenas neste ponto de coleta a COMCAP (Companhia Melhoramentos da Capital), órgão da Prefeitura Municipal, realiza a coleta seletiva. No restante da Universidade, o lixo que é separado em lixeiras coloridas é misturado ao lixo comum, que é recolhido diariamente. Darci Espíndola, diretor da Divisão de Manutenção Urbana da Prefeitura Universitária, diz que atualmente não existe coleta seletiva institucionalizada no campus, mas que estão sendo feitos estudos e projetos para viabilizar a reciclagem do que é produzido.

Em outubro de 2006 entrou em vigor o decreto nº 5.940, assinado pelo então presidente Lula, que determina que órgãos e entidades de administração pública e federal se responsabilizem pela separação dos resíduos recicláveis descartados por elas e destinar à reciclagem.

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