“Se o corpo é da mulher, ela dá se ela quiser”

Texto: Ayla Nardelli (aylaanp@gmail.com)

Fotos: Ayla Nardelli (aylaanp@gmail.com) e Natália Duane (nataliaduane@hotmail.com)

Com 2925 estupros registrados nas delegacias, o índice de crimes sexuais em Santa Catarina é de 48,5 casos para cada 100 mil habitantes – o terceiro índice mais alto do país. Roraima lidera o ranking, com 52,2, seguido de Rondônia, com 49,0. As informações são do último Anuário de Segurança Pública, composto por dados do Ministério da Justiça referentes ao ano de 2012. Atos como beijar a força, apertar com violência, passar a mão, além de sujeitar outra pessoa a fazer sexo são considerados estupro desde 2009, quando a lei federal 12.015 foi alterada. No Brasil, estima-se que ocorram anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados, dos quais 10% são reportados à polícia.

“Eu não me importo se elas querem mostrar as tetas por aí, acho lindo”. Esse comentário é apenas um dos vários que moradores de Florianópolis faziam enquanto participantes da quarta edição da Marcha das Vadias, que aconteceu no último sábado (24/05), protestavam contra o machismo, racismo e homofobia. A resposta a esse tipo de comentário não se restringiu a cantos como “eu sou mulher, quero respeito, mulher não é só bunda e peito” ou a frases escritas em cartazes: o próprio corpo, que é, na visão do machista, objeto de desejo e propriedade de outra pessoa, foi pintado para exigir igualdade entre os gêneros, respeito e liberdade às mulheres.

Os participantes da Marcha das Vadias se concentraram na escadaria da Catedral Metropolitana a partir das 10h, e passaram pela Rua Felipe Schmidt, seguiram pelo Mauro Ramos e finalizaram no trapiche da Beira-Mar. Os manifestantes trancaram a avenida por cerca de 15 minutos, alheios às buzinas dos motoristas.

Confira abaixo fotos da Marcha das Vadias e um especial multimídia sobre o evento.

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