Projeto do Colégio de Aplicação promove Manifesto pelo ativismo cultural

Natália Huf (natalia.huf@gmail.com)

“Confraria” é um termo que tem sua origem na Idade Média e denomina uma associação de pessoas em torno de um objetivo ou interesse comum. É mais do que um clube — é uma irmandade, fraternidade. Foi com isso em mente que Arlyse Ditter, professora de Língua Portuguesa do Colégio de Aplicação da UFSC, batizou a Confraria Literária, grupo de estudantes que, juntamente com ela, se reúne periodicamente para discutir literatura, cinema e manifestações artísticas.

A ideia do projeto surgiu em 2013, por conta de um aluno: “Ele era um leitor voraz e sempre me procurava, mas em momentos inoportunos”. Para poder institucionalizar as discussões que tinha com o estudante, a professora decidiu criar o projeto e promover encontros mensais. A cada atividade eram apresentadas diferentes obras: Arlyse trazia os clássicos, e os estudantes apresentavam literatura contemporânea, criando um espaço de troca de cultura.

No dia 26 de agosto, a Confraria fez um Manifesto Literário. O encontro foi dedicado à elaboração de um painel com frases, desenhos e manifestações dos estudantes em prol não apenas da literatura, mas do ativismo cultural. Os 13 alunos presentes deixaram suas colaborações no Painel, que foi afixado no corredor do Laboratório de Linguagem do Colégio de Aplicação da UFSC, sala onde os encontros são realizados.

A elaboração do Manifesto representa um dos objetivos do projeto, que é “propor um manifesto pela leitura e pela cultura, e fazer com que isso fique com os estudantes e saia da escola com eles”, como explica a professora Arlyse. O próprio Manifesto é um movimento político: através do painel, além de promover o ativismo cultural, a professora propôs que fosse feita uma reivindicação pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), que não chegam ao Colégio devido aos cortes orçamentários.

Os encontros da Confraria são ecléticos: tratam de todo tipo de tema, e recebem todo tipo de público. “Já teve encontro com seis, já teve encontro com 90”, diz a professora Arlyse. O grupo recebe principalmente alunos do Colégio de Aplicação, mas está aberto à comunidade: “Todos são agentes de leitura e de formação do leitor. O objetivo é trazer vida para dentro do Colégio, abrindo as portas para leitores de 13 a 90 anos, graduandos, pós-graduandos, criando uma confraria de ideias”.

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