Pincelando chãos e muros

Texto e fotos: Ana Carolina Domingues

 

É preciso sair e ver o sol.

É preciso sair e ver o que não se vê.

É preciso perceber.

Em um dia banal, são muitos passantes, muitos carros, buzinas, pressa, passo apertado. Todos sabem que tem sol ou chuva, que faz frio ou calor. Poucos são os que param para sentir esses detalhes tão rapidamente fugidos da nossa mente.

Caminhar pelas ruas é pouco deslumbrado. Ignoram-se casas, calçadas, desníveis, portões, passos alternados, risos, medos, perigo. Ignora-se tudo o que não faz parte dos pensamentos urgentes da mente de cada um. Mas andar pelas ruas é um êxtase. Uma exaltação do ser.

As ruas escondem muito para quem não para. Mas se mostram plenas a quem as vê. As calçadas são sempre as mesmas bem como as casas, portões e tudo o que há matéria. Mas nem sempre estão do mesmo jeito. Enquanto o sol ainda brilha, é possível ver algo que só se vê na sua presença: as sombras que se desenham diferente a cada minuto que passa.

O sol é o toque que acalora os passantes. Emite energia e vivacidade. Quem para por alguns minutos sente que é alimento para a alma.

As sombras são prova de que há toque. Elas estão no caminho para pedir calma e atenção. Um minuto de doação do seu ser para o universo.

 

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