Os muros de Florianópolis que viraram telas

Texto e fotos: Luíza Giombelli (luizamgiombelli@gmail.com)

As ruas de Florianópolis estão cheias de grafite, é só parar para perceber. Na Avenida Mauro Ramos ou embaixo do túnel Antonieta de Barros, no Centro, na praça Nossa Senhora de Fátima, no Estreito, na UFSC, na rua da sua casa, do seu trabalho. Ainda existem as pichações, mas o que se destaca são os desenhos mais elaborados, cheios de cor e mensagens para os dispostos a analisá-los. E quem acha que o grafite é coisa recente, pode esquecer. O termo vêm do italiano “grafitti” – plural de “grafitto” – e desde os tempos do Império Romano é usado para denominar as inscrições feitas nas paredes das cidades. Mas, hoje em dia, o grafite é visto de uma forma bem diferente do que antigamente e não é mais tão comparado à uma simples pichação. O que antes eram apenas rabiscos, agora é arte, forma de expressão que ao invés de pintar telas, pinta muros.

Veja nas fotos abaixo, um pouco do que essa arte faz nas ruas de Floripa:

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História recente

O grafite ganhou força com o movimento de contracultura da década de 60, principalmente em Paris, onde eram deixadas mensagens poético-políticas como “É proibido proibir” nos muros, e em Nova Iorque, quando alguns jovens resolveram deixar suas marcas nas paredes do bairro do Bronx. A partir daí, foram desenvolvidas técnicas e desenhos mais complexos, que serviram de inspiração para grafiteiros no mundo inteiro. Depois disso, o grafite passou a ser associado aos mais variados grupos e tribos urbanas, mas principalmente aqueles mais transgressores, que tinham algo a dizer, como o hip hop, por exemplo. No Brasil, os artistas incorporaram técnicas diferentes, dando um “quê” brasileiro ao grafite.

Conheça o trabalho de alguns grafiteiros brasileiros no site Sampa Graffiti.

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