Intervenção artística colore parede do Centro de Comunicação e Expressão

Texto e imagens: Andressa Santa Cruz (santacruzandressa@gmail.com)

Na terça, dia 04, o grafiteiro Pedro Driin deu início a intervenção artística que coloriu o corredor entre o Bloco A e o Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Com a ajuda de quem passava pelo local, a pintura na parede foi sendo desenhada e colorida durante todo o dia. A ideia surgiu com o convite do grupo de pesquisa Significação da Marca, Informação e Comunicação Organizacional (SIGMO) e foi uma prévia do III Seminário de Informação e Comunicação da Marca (SICOM).

Várias pessoas ajudaram a compor o desenho que mistura dezenas de cores, a figura feminina e formas geométricas. O grafiteiro resposável também foi convidado a falar sobre “Arte que marca a cidade”, o que o fez interromper o desenho por algumas horas e ir  ao auditório Henrique Fontes com os dedos manchados de tinta. Driin, como é conhecido artisticamente, se formou em Design Gráfico e fez mestrado em Artes, ambos na Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). “Ser estudante universitário nos da muita liberdade para transitar por vários lugares”. Driin ainda incentivou os estudantes a aproveitarem cada dia na universidade, o que ele definiu como “os melhores anos da vida”.

Além da formação como designer, Driin também já expôs algumas obras em mostras de arte e possui um estúdio de tatuagem na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. “Quem quiser ir lá, trocar uma idéia, é só colar. O aluguel já ta pago mesmo, ocupem!”. Mas o que fez estar ali foi sua experiência com diversas formas de arte.

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“Minha mãe sempre brincou que baixinhos tem mania de grandeza e eu realmente piro em pintar lugares grandes”, ele comenta se referindo a sua estatura física e seus trabalhos artísticos, como quando pintou uma rampa gigante para um campeonato internacional de skate ou quando fez um graffiti em um tanque industrial. Ele explica que graffiti só é graffiti quando está na rua ou ambientes urbanos. Já a pichação têm a mesma origem: transgressão. “A diferença é que um é enaltecido e o outro é criminalizado”. E ainda provoca: “Precisamos nos questionar por quê o outdoor da Coca-Cola é aceito e o pixo, não”.

O jovem paulista desenha desde criança e diz que até o ócio pode ser proveitoso se “a gente se deixar levar”. Sua paixão pela arte o fez trabalhar hoje com a criação – desde tatuagem até quadros. Driin ama o que faz e recomenda que todos façam o mesmo: “Trabalhe por tesão, o dinheiro é consequência”. Ele confessa que teve algumas dificuldades financeiras tendo passado por tempos de “simplicidade extrema, mas libertadora”, onde recebeu muita ajuda de conhecidos. Hoje, ele retribui o apoio incentivando jovens a fazerem o mesmo e disseminando os princípios da colaboração, como a intervenção artística que realizou com a ajuda dos estudantes ou como o chocolate que ele ganhou da organização do evento e dividiu com os alunos.

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