Comissão apresenta propostas de medidas de segurança no campus em audiência pública

Texto:  Natália Duane (nataliaduanedesouza@gmail.com

Mais de 50 participantes, entre alunos, professores e membros da comunidade, compareceram na Audiência Pública sobre Segurança.. A comissão executiva, formada por funcionários da Pró-reitoria de Orçamento e Planejamento (PROPLAN) em parceria com o Departamento de Segurança( DESEG), apresentou propostas como implantação de “Rotas Seguras”, criação do projeto “Monitore a iluminação” – canal de comunicação entre comunidade e Prefeitura da Universitária para notificação de falhas nas áreas  internas e externas – e renovação do equipamento dos funcionários do DESEG.

Foi encaminhada, ao final do debate, a criação de uma comissão permanente de segurança pública que possa aperfeiçoar políticas dentro do campus. O trabalho da atual comissão era somente fazer um diagnóstico da  situação na UFSC e pensar medidas que possam ser implementadas futuramente. A comissão permanente será constituída por dois estudantes, dois professores e dois membros da atual gestão. O apoio de dois especialistas no tema e a participação de representantes da comunidade também foi solicitada.

Segundo dados do Departamento de Segurança, a violência é direcionada principalmente aos pedrestes nos horários de menor movimentação no campus. Para diminuir o número de casos, a comissão propôs a criação de rotas com maior monitoramento, com iluminação e rondas mais constantes. Postos de Informação, onde atuariam guardas para atender a comunidade, e guaritas também seriam instaladas nessas vias.

Outra medida para melhorar a condição do trabalho dos guardas,  apontada pelo pró-reitor de planejamento, Ântonio César Bornia, é a alterar a localização do DESEG. Atualmente, localizada nos limites da universidade – dificulta o atendimento ágil às ocorrências. Renovação dos equipamentos utilizados pelos vigias e cursos de capacitação também serão realizados – pedido de alunos presentes. “Estávamos colando cartazes por causa da paralisação do nosso curso, e os vigilantes tentaram impedir”, relata estudante de cinema ao questionar se os cursos de capacitação abordariam essas questões.

Ao mesmo tempo em que a comissão executiva elaborava novas propostas para a segurança no campus, a Prefeitura Universitária trabalhou para corrigir falhas de iluminação após às 22h. Segundo o prefeito universitário, Nailor Novais Boianovski, a UFSC deve melhorar a infraestrutura elétrica. “Há pontos em que não podemos nem instalar novos ar-condicionados”. Também enfatizou a dificuldade em monitor toda a área.

A reitora Roselane Neckel esteve presente durante a apresentação e demonstrou preocupação com declarações de que o problema é recente. “Eu vivo essa situação como reitora, vivi como diretora de centro (de ensino) e vivo como moradora da Carvoeira há 12 anos”. Ela argumentou que deve ser dada atenção ao tema, não somente da UFSC, mas de outras esferas políticas, como da Prefeitura e governo do Estado. Também garantiu a participação de representantes de moradores dos bairros Carvoeira, Pantanal e Trindade na comissão de segurança – “nem que seja como ouvinte, primeiramente”.

CARTILHA DE SEGURANÇA

Na entrada do auditório Garapuvu, onde foi realizado o evento,  junto à lista de presença foram disponibilizados a cartilha de segurança elaborada pelo DESEG no último ano. Durante o espaço cedido para que os participantes se manifestassem, a estudante de pedagogia da UFSC, Gabrielle, repetiu o ato de estudantes que estavam presentes na audiência pública sobre o mesmo tema em 2013. Ela relatou a semelhança da cartilha da UFSC com os documentos entregues à mulheres no dia 8 de março, aconselhando “não usar shorts para não ser estuprada”. “Parece que a pessoa é culpada por ter sido vítima de um crime”.

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