A vida da advogada que mora nas ruas

Texto e fotos: Mariana Moreira (rmoreira.mariana@gmail.com)

Aqueles que passam frequentemente pela Avenida Beira Mar Norte veem no canteiro, próximo ao Shopping Iguatemi, uma senhora sentada ao lado de uma mala, segurando a placa em que está escrito: “Faxina R$ 40”. Por trás do anúncio escrito à mão e rabiscado com canetinha preta, há uma advogada de 49 anos, nascida em Itanhaém (SP), que tenta há quase uma década reverter sua atual situação de pobreza e desemprego.

rosana2Formada pela Faculdade de Direito de Osasco em 1995, Rosana da Silva trabalhou em um pequeno escritório. Ao mesmo tempo, deu aulas sobre Direito Civil para estudantes de cursos técnicos e preparatórios para concursos públicos, tanto para adquirir mais conhecimento como para ganhar um salário extra.

Nunca foi casada, não tem filhos e foi criada pela família adotiva que segue a doutrina das Testemunhas de Jeová. Foi pelo atrito, que começou em fevereiro de 2004, com seguidores dessa religião e chefes de trabalho no escritório de advocacia – dois Procuradores aposentados de Osasco – que Rosana depende hoje dos poucos que a contratam como diarista.

A briga começou há quase dez anos, quando diz ter sido vítima de assédio moral no escritório que trabalhou por quase três anos e no colégio dos cursos preparatórios. Ela conta que sofreu perseguição, principalmente, no escritório dos dois sócios. Quando percebeu que os eles estavam envolvidos no assédio, sabia que não iria conseguir enfrentá-los, por serem influentes na cidade, e pediu demissão.

Sem esse emprego, continuou trabalhando como professora, mas na mesma semana foi demitida. Na escola, o assédio moral também estava presente, por parte dos alunos. Conta que estava fragilizada com a perda do espaço no escritório e que achou que fosse enlouquecer. “Foi aí que eu percebi que a minha vida estava arruinada.”

Procurou ajuda de psicólogos e durante sete meses tentou entender como havia perdido dois empregos ao mesmo tempo. O dinheiro que havia poupado seria suficiente para morar por mais alguns meses no quarto alugado e para se alimentar. Para recuperar o equilíbrio, e não passar o dia chorando, ofereceu aulas particulares, palestras sobre Direito Ambiental (que estudou sozinha durante anos) e procurou qualquer tipo de emprego.  Depois de um tempo, precisou morar com uma amiga, Testemunha de Jeová, e voltou a seguir a religião.

Não adiantou. Não recebeu nenhuma proposta de emprego, concluiu que era vítima de perseguição e entendeu que os casos estavam todos interligados: o grupo religioso e as pessoas no trabalho. No final de 2004, fez uma queixa na Ordem dos Advogados/SP, acusando o assédio dos patrões, mas o processo nunca seguiu adiante. Levou o caso ao Ministério Público Federal e também ficou sem resposta. “Na época, pedi para o juiz uma avaliação de sanidade mental feita por um psiquiatra”. O pedido foi indeferido.

No ano seguinte, sem nenhum retorno dos processos encaminhados, voltou a morar na casa da mãe adotiva, Testemunha de Jeová. A mãe se mostrou contrariada e foram 14 meses de preconceito e violência física. “Foi um inferno. Ela me chamava de vadia, louca e criminosa.” Como a mãe pertencia ao grupo religioso, Rosana teve certeza de que também estava envolvida com os fatores que a levaram ao desemprego e declínio de sua situação financeira.

rosana1Sem dinheiro, saiu da casa deixando roupas, livros e computador.  Com apenas uma  bolsa, onde carregava itens de higiene pessoal, morou durante um ano e meio em albergues de São Paulo. “Mais um bloco de perseguição e violência me cercando. E o pior, para quem trabalhou a vida toda, era não ter nada para fazer.” A OAB solicitou que ela assinasse um termo de incapacidade para o trabalho, recebendo em troca o valor correspondente a um salário mínimo, mas Rosana recusou.

O tempo em um dos albergues femininos da capital se esgotou e precisaria viver na rua. Foi aí que decidiu sair da cidade. De carona com caminhoneiros – que achavam que fosse prostituta –, foi até Porto Alegre. Mas a perseguição e o “terrorismo religioso e político” não pararam: “A mulherada ficava em cima. Ficavam coladas, como se fossem deitar na mesma cama que você”. Decidiu que não ficaria mais em albergues.

Está em Florianópolis desde 2008 e foi aqui que pintou a placa. São poucas pessoas que a contratam para fazer faxina. Dorme embaixo da passarela de pedestres em frente ao Shopping Iguatemi e é diariamente ofendida, tanto verbalmente quanto por gestos obscenos. “Só esse ano, eu já acordei três vezes com caras com as calças abaixadas.”

Rosana tem um olhar firme, mas assustado. Não gosta do dinheiro que lhe é dado, acredita que perde valor e que deve ser conquistado com o trabalho. Lamenta quando diz que, às vezes, precisa simplesmente aceitar, quando não tem nada para comer. Lava as roupas em qualquer torneira e onde não tenha quem a mande embora. É uma pessoa simples, mas não deixa de lutar na justiça e diariamente para sair da miséria. “Quer um golinho de água? Mas desculpa, eu bebo direto do gargalo”, oferece humildemente. Só o que deseja hoje é um emprego que a tire da rua. “A gente não pode desistir, né?”

50 comentários em “A vida da advogada que mora nas ruas

  • 20 de novembro de 2013 em 18:43
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    Sempre tive curiosidade de conhecer a história dela e finalmente tive a oportunidade. Confesso que fiquei chocado ao ver a foto dela no site da OAB-SP. De fato ela possui transtornos pscicológicos, pois já a vi muitas vezes falando sozinha e dizendo blasfêmias, inclusive para minha esposa, certa vez que estávamos na fila do BIG do Iguatemi. Seria muito bom se ela fosse direcionada a um tratamento.

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  • 10 de agosto de 2013 em 19:56
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    Bom pessoal, historia interresante. O ser humano é muito frágil e com as perdas que ela teve ela ficou abalada e nunca conseguiu superar teria que ter um acompanhamento pisicologico e espíritual e força de vontade da parte dela em se reerguer. Com certeza tem algo aí que não é contado da´parte dela talvez um trauma.

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  • 10 de julho de 2013 em 22:06
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    Fui hoje conversar com essa mulher (Rosana), achei que tem alguma coisa que não está bem claro, ela fala bem…tudo que me disse é a história contada lá em cima no texto.
    Mas acho que ela sofre de algum transtorno, não quer ajuda…só me disse que quer um emprego para poder sair das ruas.

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  • 9 de maio de 2013 em 1:33
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    Já conversei com ela tambem. Ela me contou a mesma história. Mas a parte que ela conta das testemunhas de jeová é meio da cabeça dela mesmo. Ela não deixa claro o tipo de perseguições que seguiu. Mas ali é sem sombra de dúvidas um transtorno psiquiátrico. Ela não bebe também. É super educada com quem para pra conversar com ela.

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  • 8 de maio de 2013 em 17:54
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    Parabéns à Mariana por mostrar a parte humana de pessoas como a Sra. Rosana da Silva. Muitas vezes acabamos nos esquecendo de tentar enxergar esse lado… todo mundo tem uma história, e é importante tentar se colocar no lugar de pessoas como a Rosana, e enxergar o contexto dela.

    Quanto preconceito (ou pré-conceitos) nos comentários: “será que é louca? será que é drogada?”. Será que não é apenas uma mulher que está tentando batalhar, trabalhar, sobreviver, e que realmente sofreu bastante, não tem apoio de familiares e da sociedade, e não tem tanta habilidade para “negociar” o seu trabalho ou para resistir a certos tipos de assédios morais?

    Essas religiões ou cultos fazem sim perseguição a quem as abandona (exemplo: http://en.wikipedia.org/wiki/Fair_Game_(Scientology) ). Sem falar do transtorno psicológico que causam (“lavagem cerebral”, etc.).

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  • 7 de maio de 2013 em 21:32
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    Ola pessoal.

    Essa mulher ja foi tema de programa de televisão, antigo Cesar Souza. Também ofereceram ajuda, emprego em um escritório de advocacia e moradia, resposta …… ela recusou. Demonstrou o tempo todo que está fora de si, tem problemas mentais, ou seja fora de si.
    Esteve uns 4 dias consecutivos neste programa, onde foi feito sensacionalismo e nada foi resolvido, pois esta senhora não aceitou nada.

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  • 6 de maio de 2013 em 9:49
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    Essa mulher deve ter algum tipo de doença mental, não sei do caso, mas a historia é tipica de quem tem problema mental. Pelo que vi, a oab pediu para ela assinar o termo de incapacidade. Me revolto pela familia, o abandono familiar, talvez com tratamentos possa retornar a atividade e ao trabalho, vez que o advogado é um profissional liberal.
    e se vcs lerem os post’s várias pessoas q a conhecem, acreditam q ela sofra de problemas psiquiátricos, é só acompanhar os comentários q seguem o texto….eu acredito que haja sérios problemas psiquiátricos….
    e Segundo uma pessoa, houve entrevistas com ela, a Ordem entrou, houve oferta de emprego em um escritório e ela largou td e voltou às ruas…..

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  • 5 de maio de 2013 em 18:21
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    A história é fantástica.
    Mas a minha questão é outra: este site é destinado à experimentação de novos formatos de jornalismo, certo?
    Então acho que deveria iniciar pelo básico no jornalismo tradicional: antes de publicar uma matéria, verificar a veracidade dos fatos.
    Não sou jornalista, mas acredito que jornalismo se baseia na redação e pesquisa de fatos.
    Mesmo assim, parabéns pela iniciativa.

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  • 5 de maio de 2013 em 15:21
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    Sempre que alguém apresentar queixa de perseguição, seja onde (órgão público que) for, deveria ser orientado a buscar/apresentar provas, custe o tempo que custar, pois, qto mais perseguirem, mais provas para apresentar, e não simplesmente ignorar o mandar tratar -sec com psiquiatra.
    Certamente, depois de algum tempo, não se está mais em condições de exercer alguma atividade e com sérios problemas d e convivência/relacionamento mas, então, já é case de ser reconhecido com direito a recurso (auxílio) doença não em termos de doença mental/psiquiátrica, mas de estresse mental,emocional e até físico, pois altera todo o sistema imunológico, e, torna-se impossível andar/seguir sozinho. Requer tempo e a sociedade tem, sim, que arcar com a responsabilidade dos danos, até compreender que em primeiro plano está o ser humano, não o dinheiro que compra a certeza da impunidade. O tão polêmico e requisitado direito de expressão, não é só para a imprensa,é para o cidadão, razão primeira de ser deste mundo. No momento que a sociedade não aguentar mais arcar com despesas de indenizações, talvez se dê conta que o melhor é evitar.. Não sei qual foi o caso dela, mas se um (a) advogado (a) não puder manifestar suas idéias, manifestar-se contrariamente a certos interesses …

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  • 5 de maio de 2013 em 2:09
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    Não restou comprovado a graduação em direito e a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, prova que seria obtida com a verificação de existência de número de inscrição junto a OAB da cidade onde ela se diz inscrita, ou ainda, pelo nome completo dela junto ao Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, porém, existe grande possibilidades de não ser verdade que ela seja advogada pois se realmente assim o fosse, a própria OAB iria investigar a situação e caso constatasse, lhes seria nomeado defensor(advogado) . Penso que o que ficou evidenciado é que essa senhora sofre de problemas mentais.

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    • 28 de maio de 2013 em 18:50
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      Realmente ela é advogada sim, basta clicar no link existente no texto na parte: “Formada pela Faculdade de Direito de Osasco em 1995”. E também consta o registro dela no site do Conselho Federal da OAB.

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  • 4 de maio de 2013 em 21:36
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    Minha nossa que istoria,mais fica uma dúvida…será que ela não teve envolvimento com drogas?

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  • 4 de maio de 2013 em 1:42
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    Que tristeza ouvir tudo isso, cadê os nossos governantes, sempre passo por ali , e sempre ficava pensando como seria a vida daquela senhora, se as pessoas tivessem mais consciencia poderiam ajudar esta mulher, que com sua honestidade está ganhando sua vida, mais infelizmente as pessoas hoje só pensam em bens materiais ,dinheiro,status, quem desejar ajuda-la pode contar com minha ajuda.

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  • 4 de maio de 2013 em 0:33
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    Muito provavelmente quando os transtornos psiquiátricos que essa mulher tem começaram a se manifestar ela foi levada a algum pastor que na enganou prometendo que pela fé (e, é claro, doações), teria seus problemas resolvidos. Nesse meio tempo a coisa deve ter piorado e ela gerando problemas por onde passava. Pelo peso dos problemas os céus desistiram dela (é… nessas igrejas quem não se adecua perde o terreno nos céus…)
    Se essa mulher for tratada talvez possa voltar a trabalhar na área.

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  • 3 de maio de 2013 em 19:46
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    Eu também já fui insultada por essa senhora. Ao olhar e sorrir para ela, ela me retribuiu dizendo que não era palhaça. Acredito também que ela primeiramente precise de ajuda psiquiatrica.

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  • 3 de maio de 2013 em 18:37
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    Isso mostra por um lado que ter um curso superior não é garantia nenhuma de melhoria de vida. Por outro lado, se for verdadeira a história, que uma desequilibrada mental consegue passar na OAB enquanto mais de 90% dos bacharéis de Direito não. hahahaha

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  • 3 de maio de 2013 em 17:37
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    Muito bacana o lance de olhar para pessoas invisíveis à sociedade, fica a interrogação o que fazer para ajudar essa pessoa que claramente tem sérios problemas psiquiátricos.

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    • 5 de maio de 2013 em 6:18
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      Fico imaginando de onde você concluiu que ela tem sérios problemas psiquiátricos? Talvez seja exatamente esse tipo de preconceito que essa pessoa vem sofrendo há anos, e o que o texto está tentando denunciar…

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  • 3 de maio de 2013 em 17:29
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    Lamentavelmente o assédio moral causa diversos distúrbios psiquiátricos quem sabe não é o caso dela! No entanto no caso de fato ela esta precisando de ajuda psiquiátrica. deveriam encaminha-la para um CAPS

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  • 3 de maio de 2013 em 17:16
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    Cara ela fez uma faxina lá em casa, não dúvido nada que ela tenha sofrido tudo isto pois ela me relatou , mas ela sofre com uma perseguição que é doença dela , ela precisa de tratamento urgente antes que ela acabe com a vida dela na rua, alguém tem que buscar e convencer ela ao um tratamento só desta maneira tem jeito.

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  • 3 de maio de 2013 em 15:57
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    Eu também achei estranho essa perseguição nacional. Parece teoria da conspiração.
    Pelos testemunhos de alucinação de outros comentários, ela precisa, antes de receber teto e emprego, de internação num instituto psiquiátrico.
    É uma história triste, sem dúvida.

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  • 3 de maio de 2013 em 14:43
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    Comovente para muitos, mas ela ta nessa situação por vontade própria.
    Eu fui diretor de um programa de TV em fpolis que fez mais de 10 reportagens com essa pessoa levando ao conhecimento da Ordem.
    Conseguimos até casa pra ela ficar hospedada, local pra trabalhar como advogada e pra nossa surpresa na epoca, largou tudo e preferiu dormir no viaduto dias velho no centro.

    Eu passo por ali todos os dias e sempre encontro com ela mesma a mais de 5 anos. Oportunidades teve varias.

    Tem algo mais nessa coisa toda que ainda nao foi revelado por essa senhora.

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  • 3 de maio de 2013 em 14:26
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    Prezada Mariana Moreira

    Questiono se as informações prestadas unilateralmente pela Sra. Rosana da Silva foram averiguadas.
    E assim pergunto, pois antes desta Senhora instalar-se perto da UFSC, ficava sentada em frente ao Ceisa Center, na Avenida Osmar Cunha, onde pude presenciar algumas situações desconfortáveis, muito similares ao informado pelo Alessandro e pelo John.
    Pessoas que passavam falando no celular ou mesmo se estivessem um pouco mais bem vestidas eram alvo de comentários e, por vezes, xingamentos.

    Sds.
    Fernando

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  • 3 de maio de 2013 em 14:19
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    Concordo com a opinião do Alessandro, sobre o distúrbio psiquiátrico. Não sou profissional da área, portanto, não consigo apontar um diagnostico, porém, já observei o comportamento agressivo assim como ele. Além disso, a história contada por ela, verídica ou não, aponta para a necessidade de atenção e cuidado no juízo de valor. Considero bem pertinente uma movimentação no sentido de orientá-la para um cuidado integral. Se ela fica sempre em frente ao iguatemi, a unidade básica de saúde responsável por esta área pode atuar nesse sentido, para que avaliem a necessidade de encaminhamento para o Centro de Atenção Psicosocial ou que proponham intervenção adequada. Vejam, nao se trata de interdição, mas, de oferecer auxilio. A intervenção em si será consensuada. Isso é mais um caso de saúde pública e já há definição estabelecida sobre o fluxo a ser seguido.

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  • 3 de maio de 2013 em 14:10
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    Desculpe, mas esta senhora agride as pessoas que andam pela Beira Mar, com palavras de baixo calão e é extremamente agressiva com as pessoas. Os fatos narrados por ela foram apurados?
    E alguém contrata a faxina que ela diz fazer?

    Resposta
  • 3 de maio de 2013 em 13:28
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    Acredito que ela possa realmente um dia ter se graduado e tudo mais, mas obviamente essa senhora tem VÁRIOS PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS. Um dia eu estava caminhando com uma amiga na beira-mar e passamos ao lado dela. Não tínhamos nem reparado que estava ali, quando, de repente, ela começou a nos agredir verbalmente, chamando-nos das coisas mais inimagináveis, palavrões muito baixos que não cabe citar aqui. Entramos no BIG para comprar água e lá foi ela atrás de nós. Quando percebemos ela estava na fila do caixa atrás da gente. Quando saímos do BIG ela continuou nos perseguindo e gritando. De repente do nada ela parou de gritar, voltou a ficar calma e continuou, como se nada tivesse acontecido. Acho bom alertar àqueles que se compadecerem e pensarem em ajudá-la: antes de mais nada essa senhora precisa de tratamento.

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  • 3 de maio de 2013 em 12:42
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    Realmente ela deve ter algum problema mental, acha que a vida tem quer ser sempre um mar de rosas e provavelmente não gosta de trabalhar, não deve saber nem o que é uma faxina para cobrar só quarenta reais, só pode ser problema mental.

    Resposta
  • 3 de maio de 2013 em 8:04
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    Que triste realidade. Mtos colegas estão passando fome. A OAB/SC deveria se manifestar e tomar posições de auxílio ao profissional. Afinal, fizemos um juramento em defesa dos fracos e oprimidos, e a Dra. Rosana da Silva, além de advogada, está sofrendo INJUSTIÇAS. As denúncias de assédio precisam ser investigadas, doa a quem doer. Um advogado gratuito deve ser nomeado pela OAB/SC e ajudá-la a recuperar sua dignidade. Sugiro enviar cópia desta matéria ao nosso Presidente da Seccional da Capital.

    Resposta
  • 3 de maio de 2013 em 3:26
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    Alguem por favor de um emprego a esta senhora a final, é de uma oportunidade que ele precisa.

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  • 3 de maio de 2013 em 2:37
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    que historia comovente, mais uma sobrevivente da sociedade hipocrita e moralista… tenho certeza que essa doutora ira se erguer como a fenix das cinzas..forca doutora e coragem., estou torcendo por vc

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  • 3 de maio de 2013 em 1:23
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    Adorei o site, achei um jeito novo de ver adoráveis matérias. Só abri para ver essa notícia, que me espantei, tenho certeza que muitas outras pessoas se espantaram, mas com certeza não foi pelo mesmo motivo que eu. Me espantei porque essa mulher que é formada em advocacia deve sofrer de problemas mentais, pois na rua ela já agrediu diversas pessoas verbalmente, e por pouco não agrediu uma delas fisicamente. Sei porque uma dessas pessoas foi minha mãe, que foi humilhada por essa mulher na rua, sem motivo algum, e depois disso soubemos que ela já havia feito com diferentes pessoas. Sinceramente, não acredito que ela foi perseguida, que havia grupos ligados fazendo isso com ela. Desculpe se parece que estou faltando com respeito, realmente não é minha intenção, só queria dividir o que eu sei e mostrar minha visão.

    Resposta
  • 3 de maio de 2013 em 0:14
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    Gostei de quando ela fala sobre esmola: “Não gosta do dinheiro que lhe é dado, acredita que perde valor e que deve ser conquistado com o trabalho.” Bom texto, parabéns para o pessoal do Cotidiano UFSC.

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  • 2 de maio de 2013 em 23:58
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    Ela tem uma história triste e de injustiças.
    Mas tbm tem severo transtorno psiquiátrico.
    Sempre que passo por ela a flagro delirando. Por vezes já me atacou verbalmente. Já a vi, dentro de um restaurante, quase jogar uma cadeira numa mulher de 50 anos. Nesse episódio ela virou-se pra mim e disse que tinha feito isso porque não gostado do jeito que a mulher falava ao celular.
    Não conheço a fundo o caso dela, mas me parece que um forte determinante de tanta desgraça na carreira e na vida pessoal foi um transtorno psiquiátrico não tratado. Desconfio de esquizofrenia porque me parece que ela alucina. Por vezes passo por ela e ela está com um walkman sem pilhas, mas finge que está ouvindo algo e começa a falar coisas desconexas. Provavelmente ela tem ao menos alucinações auditivas.
    Há muita gente que acaba na rua, infelizmente, porque não recebeu tratamento para esse tipo de transtorno. É algo muito triste de fato, que me faz lamentar pela situação em que essas pessoas vivem.

    Resposta
    • 3 de maio de 2013 em 13:56
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      Exatamente isso que também concluí lendo o artigo: transtorno psiquiátrico. E, pelo visto, ninguém quis segurar a “bomba”.

      É uma pena, mas infelizmente quem deveria estar do lado dela é a família. Infelizmente devem ter achado que era algum tipo de possessão. Faz parte: nem todo mundo sabe lidar com o desconhecido. :)

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  • 2 de maio de 2013 em 23:46
    Permalink

    É impressão minha ou a estudante de jornalismo que escreveu essa reportagem não gosta das testemunhas de jeová?

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    • 3 de maio de 2013 em 16:27
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      Prezado Edson Zabot, a intenção não foi ofender a religiao “Testemunhas de Jeová”. – foi um depoimento da pessoa – não um juízo de valor. Agradecemos o acesso.

      Resposta
  • 2 de maio de 2013 em 23:10
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    Achei meio estranha essa perseguição toda. Tudo bem acontecer em um local e, quem sabe, até em uma cidade; mas pelo que eu entendi na reportagem parece que em tudo quanto é lugar essa mulher é vítima de algum complô.

    Resposta
  • 2 de maio de 2013 em 21:55
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    Com tanta qualificação, será q não faltou procurar um pouco mais, distribuir currículos?
    Ou tentar vagas em prestações de serviços onde estão solicitando, como no BIG do Shopping Center Iguatemi, por exemplo, que tem uma lista na entrada de pessoal que precisa ser contratado.
    É digna a tentativa de fazer faxinas, mas com esta postura corporal, comove mais do que motiva as pessoas a contratá-la.
    Tem tantas questões envolvidas neste caso.
    Poderíamos falar horas sobre diversos aspectos.
    Mas, por enquanto, é isso.

    Resposta
  • 2 de maio de 2013 em 21:03
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    Parabéns pela matéria, faz uma reflexão sobre o olhar preconceitoso que temos perante as pessoas, jamais imaginaria toda essas história de vida dela.

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  • 2 de maio de 2013 em 20:35
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    Sra. Mariana Moreira, a sra. tomou a precaução de checar essas versões junto à faculdade e ao tal escritório em São Paulo?
    Ela é mesmo graduada na instituição que diz ser?

    Já presenciei atitudes extremamente agressivas dessa mulher e que não parecem de alguém que teve a capacidade de cursar um curso superior. É bastante evidente que ela possui algum distúrbio psiquiátrico e que, talvez, possa ter inventado essa história toda.
    Recomendo cautela na aceitação da versão dela.
    Att.
    John

    Resposta
    • 3 de maio de 2013 em 13:27
      Permalink

      John,

      pensei o mesmo, eu passo ali todo dia e já vi ela falando sozinha alta, como se tivesse xingando alguém, ela me parece uma pessoa louca. Parece uma pessoa doente

      Resposta
    • 3 de maio de 2013 em 17:35
      Permalink

      Exatamente o que eu pensei quando li!

      Resposta
    • 3 de maio de 2013 em 20:05
      Permalink

      Concordo plenamente.
      Acho um tanto estranho, inclusive pesquisei no cadastro nacional da OAB e, até em razão de ser um nome comum, não foi possível localizá-la.
      Sou advogada e não acho que a OAB tenha qualquer responsabilidade em dar uma oportunidade para esta pessoa, tampouco em procurar tratamento para a mesma, isso é função do estado que deve tratar de seus doentes seja lá quem for, advogada, mendiga, médica…
      Acho um tanto inocente esta matéria, eis que é muito fácil colocar a história que uma pessoa conta e publicá-la. Pelo relato desta senhora, ficou claro que sofre de perseguição e deve ter graves transtornos mentais.
      Já ouvi alguns relatos de pessoas que presenciaram esta mulher agredindo verbalmente pessoas que estavam passando na rua…
      Fiquei decepcionada com a reportagem e, na minha opinião, faltou cautela em publicar esta reportagem amadora.

      Resposta
    • 4 de maio de 2013 em 0:07
      Permalink

      Sabichões,
      Faltou prestar atenção na matéria, seus espertos.
      A própria autora da reportagem colocou um hiperlink no meio do texto que dá direto ao seu cadastro na OAB.
      Dã!
      De resto, parabéns pelo trabalho, Mariana Moreira!

      Resposta
  • 2 de maio de 2013 em 20:16
    Permalink

    Não entendi por que ela sofreu assédio moral…já a vi várias vezes ali perto do iguatemi

    Resposta

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