Depredações geram prejuízos para UFSC

Texto e fotos: Maicon Rios  ( maiconsrios@gmail.com)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) registra problemas diários com depredações que vão desde pichação até quebra de lixeiras. Esse ano as pichações vêm liderando o ranking de ocorrências de danos ao patrimônio público. No levantamento feito essa semana, o Departamento de Obras e Manutenção Predial (DOMP) calculou um gasto de R$ 7.837,47 nos últimos quatro meses apenas para apagar as grafias feitas nas paredes. Todo esse dinheiro deveria ser investido na pintura de salas de aula. Quando é detectado o vandalismo,  funcionários interrompem suas tarefas de rotina para repintar a área.  A explicação dada pelo diretor do DOMP,  José Fabris, é de que a prioridade ocorre para inibir novas pichações.

Outro espaço predileto dos vândalos são as áreas verdes. Cerca de 60% do trabalho feito pelo Serviço de Conservação de Canteiros e Jardins – que faz parte da Prefeitura Universitário (PU) – são para reparar vandalismos. O chefe do setor, Clodoaldo Ribeiro dispõe de apenas 8 funcionários para dar conta da manutenção dos mais de 9 mil m² de jardins.  Durante as festas é que as depredações costumam aumentar – plantas são pisoteadas e arrancadas. “Um trabalho que dura até meses para ser elaborado é destruído em apenas algumas horas por pessoas que não se conscientizam da importância das áreas verdes”. As mudas de plantas são fornecidas pelo Centro de Ciências Biológicas (CCB), mas a produção não consegue dar conta da demanda necessária para a composição dos jardins. A área total da UFSC é de 1,069 milhões de m² enquanto a área verde é de 420 mil m². Veja no gráfico abaixo a divisão de área da Universidade.

O prefeito do campus da Trindade, Nailor Novaes Boianovski lamenta as ações cometidas com frequência. Como a área da UFSC é muito grande os canteiros necessitam de cuidados constantes, principalmente no verão.  O valor total destinado para reparos não é calculados, mas a mão-de-obra necessária para os consertos  chega a superar a de manutenção.

O Departamento de Segurança (DS) universitária é quem faz o resguardo patrimonial, no entanto poucas pessoas são flagradas cometendo o ato. Há duas semanas dois estudantes foram presos pichando uma parede no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Eles foram encaminhados à Polícia Federal e respondem a um termo circunstanciado. Outros casos em que ocorreram o flagrante foram resolvidos com punições acadêmicas nos próprios departamentos de ensino. O diretor do DS, Leandro Luiz de Oliveira reconhece que os infratores são em sua maioria estudantes da própria UFSC. Os locais onde mais se registram ocorrências são as redondezas do prédio da Reitoria.

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Um comentário em “Depredações geram prejuízos para UFSC

  • 24 de novembro de 2013 em 0:47
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    Pichação é feio, mas uma parede branca é bonita? Quem concorda com isso? Acho que o que se ignorou aqui foi a função de um dito “vandalismo” dentro de um espaço público. Com exceção dos lixeiros quebrados, eu não vejo razão para consertar nenhuma das intervenções mostradas nas fotos acima.

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