Mercado, estranho, mercado

Texto e fotos:
Ricardo Pessetti (ricardo@pessetti.com)

O Mercado Público de Florianópolis passou, nos últimos anos, por uma grande reforma. A revitalização do mercado, agradou uma parte da população, porém uma outra parte ficou especialmente descontente. Apesar disso, uma coisa parece confluir entre essas partes: o estranhamento.
Os Mercados de qualquer cidade se configuraram historicamente em espaços de identificação da cultura local. Lugares de trocas, comerciais e vivenciais, entre moradores e visitantes.
Porém, com a reforma, além de modificação sua arquitetura, a revitalização acarretou a transformação de sua função principal, induzindo uma sofisticação de seu uso que, antigamente, era essencialmente popular. Mudando, inclusive, o motivo por qual as pessoas se sentiam atraídas por ele. O que antes era essencialmente cultural, mas também turístico, passou a ser essencialmente turístico e pouco cultural e popular.
Essa fotorreportagem pretende apresentar um pouco desse estranhamento do novo mercado, a relação dos trabalhadores e expôr a falta de identidade do Mercado Público com a cidade de Florianópolis. Seja na visível “desconfiança” de quem está dentro do mercado ou na vida real florianopolitana, identificado por quem está no lado de fora do mercado.
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As fotos da galeria foram produzidas durante uma atividade da disciplina de Fotojornalismo III, do curso de Jornalismo da UFSC.

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