Obra Epifânicas retrata encontro com a presença divinal

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Texto e fotos: Ana Domingues (email: anadomingues.ufsc@gmail.com)

Em seu sentido amplo, a palavra epifania significa uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil alcance. Na filosofia, indica que alguém “encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa”. O termo geralmente é utilizado quando ocorre um pensamento inspirado e iluminado, considerado único e de uma natureza quase sobrenatural.

A obra Epifânicas, de Clara Fernandes, pode ser considerada um encontro com a presença divinal a partir de um conjunto de leituras e reelaborações sobre textos bíblicos e de mitologia. Por meio de nove obras, intituladas Plano, Livro, Manto, Derramados, Vestal, Enfrentados, Chalavar, Morfose e Madona, a artista faz referência à presença de deuses, santos, musas e anjos.

Clara Fernandes nasceu na cidade de São Paulo, em 1955. Estudou na Faculdade de Psicologia da PUC e na Escola de Comunicações e Artes da USP. Vive e trabalha em Florianópolis desde 1983. “Epifânicas” foi premiada pelo Edital Elisabete Anderle 2014. O projeto tem apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e FUNCULTURAL.

A visitação, em Florianópolis, teve início dia 5 de novembro e vai até dia 5 de dezembro, gratuitamente, no Museu da Escola Catarinense (MESC). De segunda a sexta, das 13h às 19h, e aos sábados, das 10h às 16h. A exposição na capital fecha o ciclo catarinense após ter passado por Blumenau, Criciúma, Chapecó, Itajaí e Jaraguá do Sul.

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