Equoterapia: tratamento alternativo com o auxílio de cavalos

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Texto e imagens: Ariane Maia e Roberta Bucheler (robertabucheler@gmail.com)

A equoterapia é um tratamento terapêutico, como o nome sugere, e também educacional, desenvolvida através de atividades com cavalos. Ao contrário do que possa parecer, a equoterapia não é apenas indicada para deficientes físicos ou mentais, pois sua atividade além de desenvolver a coordenação motora e o equilíbrio, também pode ser entendida como uma terapia alternativa para relaxar e se livrar do estresse ou da insônia. O praticante deve ter aconselhamento médico antes de iniciar as atividades, que geralmente também são acompanhadas por fisioterapeutas.

Hoje, equoterapia é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, já que sua prática é indicada principalmente para pessoas com necessidades especiais, como síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, hiperatividade ou Transtorno de Déficit de Atenção (TDH). A atividade exige a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações, para ser realizada e por isso implica no desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo, além de melhorar a postura e o equilíbrio.

A Sociedade Hípica Catarinense (SHC), localizada no Saco Grande, oferece esse tipo de terapia. Com cerca de 40 alunos, as aulas acontecem em horários variados, normalmente duas vezes por semana e tem duração de uma hora. Todas as aulas são ministradas por profissionais da Associação de Equoterapia e Reabilitação Superar, com o acompanhamento de uma fisioteraupeuta.

Um dos alunos, Enrico Terenzi  de 13 anos, tem paralisia cerebral e pratica a equoterapia desde os oito meses. O professor de bioquímica da UFSC e pai de Enrico, Hernan Terenzi conta que é sua atividade favorita. “Após ter parado por um tempo, ele pediu para voltar, porque as outras terapias são chatas”. Enrico divide seu tempo entre as aulas do 9º ano do ensino fundamental no Colégio Jardim Anchieta, fisioterapia, fonoaudiologia e as aulas de equoterapia. Os benefícios para Enrico são claramente perceptíveis para o pai, que acredita que as aulas ajudam muito na postura e no equilíbrio do filho.
Luciane Poershe é pedagoga e ministra as aulas com o auxílio da fisioterapeuta Graciela Lobelos e a fonoaudióloga Roze de Oliveira, todas formadas em curso de equoterapia. O trabalho em equipe é fundamental para o desenvolvimento das atividades e para que os alunos se sintam seguros e confortáveis.O  grupo costuma dar aulas para todas as idades.

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As atividades podem parecer básicas em um primeiro olhar, mas cada movimento do aluno com o cavalo está relacionado a melhora. Normalmente o praticante é levado para dar algumas voltas dentro do do espaço reservado para as aulas, assim que chega. Na pista coberta, é levado a um percurso em círculo, passando por diversos objetos, como pneus e argolas, sempre muito coloridos para estimular o interesse, principalmente das crianças. As instrutoras indicam o que o aluno deve fazer, como deve manter a postura e avança na medida que o desenvolvimento acontece. As atividades ainda incluem pentear o cavalo, alimentá-lo e fazer carinho, tudo para que haja uma conexão maior entre a pessoa e o animal.
O cavalo é utilizado como instrumento de trabalho, já que seus movimentos precisos e calmos estimulam os sentidos como olfato, tato e visão, a todo tempo. Um dos cavalos usados na equoterapia da SHC é a égua Cindy, um animal manso e dócil, algo imprescindível para as atividades. Os animais devem se comportar bem e serem previsíveis, para passar confiança aos alunos.

O investimento é parecido com o de outras terapias, e dependendo de onde é feita varia entre R$ 400 e R$ 650, de acordo com a quantidade de aulas e horas por semana. A indicação é de ao menos um dia na semana, durante uma hora.

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