Pressionada, administração da UFSC toma medidas por mais segurança no campus

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Texto: Natália Pilati (natt.ufsc@gmail.com)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promete investir três milhões de reais em câmeras de monitoramento, instalar novos postes de luz e planeja cercar o campus João David Ferreira Lima. Nos primeiros 90 dias do ano, dois assaltos à mão armada e quatro veículos furtados foram apontados pela imprensa como indícios do aumento da violência e motivadores das medidas. Apesar disso, o número de ocorrências policiais no campus não aumentou em relação a 2012.

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Questionado sobre a urgência dos projetos o Pró-reitor de Administração Antônio Carlos Montezuma Brito disse haver uma cobrança constante dos diretores dos centros de ensino e chefes de departamento por reforço na segurança, e pressão da comunidade por uma resposta aos ocorridos dentro da UFSC. “Jogam nas redes sociais e vem todo mundo cobrar o que a administração está fazendo a respeito”. Montezuma também reclama da atual falta de meios de vigiar e controlar toda a área da universidade, “não adianta contratar um monte de vigilantes, a segurança aqui é patrimonial e desarmada.”

Segundo o Pró-reitor, o gasto atual da universidade com segurança é de 10 milhões de reais por ano e que o valor tende a aumentar em mais 3 milhões com a aprovação na Câmara dos Deputados no final do ano passado de um adicional de periculosidade aos vigilantes privados que corresponde a 30% dos salários. Hoje, 49 homens do DESEG que trabalham no campus de Florianópolis são concursados e outros 285 terceirizados atendem aos campi da Capital, Curitibanos, Joinville e Araranguá.

Dos três projetos anunciados pela Administração, a compra das câmeras de vídeo é o que está mais adiantado. A licitação para que se contrate a empresa fornecedora deve sair em poucos dias. Serão 400 novos equipamentos a somar-se aos 960 hoje em funcionamento entre os campi da UFSC.

No reforço da iluminação, dois engenheiros elétricos trabalham em um projeto para identificar e hierarquizar os locais mais problemáticos do campus. A Pró-reitoria ainda estuda as possibilidades de financiamento e considera parceria com a Celesc. “É um projeto muito caro. Para você ter uma ideia, só uma lâmpada de LED varia ente 1300 e 2000 reais. Uma proposta é que a Celesc arque com a instalação e que a reembolsemos através da conta de luz. Ainda não definimos”, explica Montezuma. Enquanto isso, servidores trocaram lâmpadas e reatores das áreas internas da universidade.

A construção de muros ao redor do campus ainda está em fase de discussão, mas é avaliada positivamente pelo diretor do Departamento de Segurança (DESEG) Leandro Luiz de Oliveira, “se tivermos pelo menos um controle de quem está circulando, um monitoramento com guaritas, podemos evitar que ocorrências aconteçam. Não vamos zerar o problema, mas vamos aumentar o risco à ação criminosa”.

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em 2012

em 2010