Seminário discute a Empresa Brasil de Comunicação

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Texto e fotos: Miriam Amorim (amorim.miriam@gmail.com)

O futuro da Empresa Brasil de Comunicação S.A com a atual conjuntura politica foi o tema do seminário “Comunicação Pública: o que a UFSC tem com isso? A EBC sob ameaça”, promovido pela Pós-graduação em Jornalismo, Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC), com apoio da Rádio Ponto UFSC e o Observatório de Ética Jornalística (Objethos).  Desde a posse do governo interino de Michel Temer, a EBC  passou por  várias modificações na sua programação e direção, o que têm causado várias manifestações da sociedade civil. A empresa é uma rede pública de comunicação composta pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Radioagência Nacional, oito emissoras de rádio, além de quinze canais de radiodifusão operados em parceria com outras emissoras em todo o país.

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No dia 17 de maio, o jornalista Ricardo Melo, nomeado pela presidente afastada Dilma Rousself como diretor-presidente da EBC, foi exonerado por Michel Temer. O jornalista Laerte Rimoli assumiu o cargo, no dia 20 do mesmo mês, propondo a reestruturação da empresa. As mudanças têm sido vistas como ilegítimas por apoiadores, pesquisadores e especialistas em comunicação pública. O diretor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), Fernando Paulino, durante o seminário realizado na UFSC, enfatizou (via Skype) aspectos históricos da formação da rede, que após um longo processo de formação, foi criada em 2007 para fortalecer a comunicação pública no país. A EBC cumpre o artigo 223 da Constituição Federal de 1988, que define a complementaridade dos sistemas privado, público e estatal dos serviços de radiodifusão sonora e de imagens.

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Fernando Paulino, diretor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB)

O professor e doutor em Sociologia Política, Itamar Aguiar, destacou a relevância das produções da TV Brasil e das demais emissoras da rede que promovem a diversificação dos conteúdos predominantes na mídia privada. Além de exibir programas e filmes de produção nacional, os canais e emissoras de rádio valorizam produções locais. Em Santa Catarina, a Rádio UDESC é umas das parceiras da EBC, assim como a TV UFSC que deve regularizar a parceria nas próximas semanas. As emissoras catarinenses retransmitem parte do conteúdo produzido pela empresa em suas programações diárias. Com as últimas mudanças no governo, sete programas foram cortados da TV UFSC. As ameaças a estrutura da rede pública foram ressaltadas pelo Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC), Aderbal Filho.

A gravação completa do seminário “Comunicação Pública: O que a UFSC tem com isso? – A EBC sob ameaça”, está disponível no link a seguir, no Mix Cloud da Rádio Ponto UFSC.

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Itamar Aguiar, professor e doutor em Sociologia Política

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Aderbal Filho, Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC)