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Campanha #FloripaQueEuConheço discute desigualdades na educação infatil

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Texto: Matheus Alves (matheusalvesdealmeida@gmail.com)

A educação infantil em Florianópolis tem atualmente duas realidades. A hashtag #FloripaQueEuConheço é utilizada por profissionais de ONGs para divulgar nas redes sociais histórias referentes a desigualdade do sistema educacional. Os cartazes espalhados pela prefeitura exibem a primeira colocação de Florianópolis no ranking de cidades brasileiras para criar filhos, desenvolvido pela Delta Economics & Finance.

A iniciativa de expor a realidade de crianças e adolescentes com baixa renda surgiu no Instituto Comunitário Florianópolis (ICom). Durante uma oficina, representantes de diferentes organizações da sociedade civil discutiram formas de sensibilizar a população para os desafios na educação em comunidades carentes. As redes sociais foram escolhidas como plataforma ideal para histórias que, diferentes da lista da Delta Economis & Finance, não aparecem em traseiras de ônibus.

A lista exibida pela prefeitura como conquista da cidade foi elaborada com exclusividade para a revista Exame. A avaliação incluiu 100 cidades com mais de 260 mil habitantes. Foram estabelecidos critérios como IDH, bem-estar e saúde. Florianópolis conquistou o topo da lista com 76% da pontuação possível. No cálculo da nota final, a pontuação atribuída a educação contou o maior peso.

Temas esquecidos pela maioria das escolas públicas – como música e desenvolvimento cognitivo – são oferecidos pelas organizações vinculadas ao Icom. A abordagem é difícil. Na ASAS (Assoçes Sociais Amigos Solidários), Karin Gassmer diz que “várias crianças chegam com dificuldades e defasagens do ensino público.” Na AEBAS (Associação Evangélica Benefiente de Assistência Social), a assistente social Alessandra Camargo descreve uma situação parecida: “as crianças passam de série sem aprender todo o conteúdo, e vão até a adolescência com leitura fraca”.

Em outra instituição, as crianças recebem atividades educativas apresentadas como diversão. Professor de música do Grupo de Trabalho Comunitário Catarinense, Bento Ribeiro defende que as atividades fora da sala de aula são subestimadas. Ele reclama da ausência de praças e estruturas para esporte e lazer. “O aprendizado vai além da escola, tem de ter também ênfase na construção da consciência”.

O número de crianças atendidas por creches municipais em Florianópolis é o maior no país, com 46% de matriculados contra 26% da média nacional.  A meta de expansão da prefeitura é criar 4200 vagas até 2017. De acordo com o secretário de educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, a qualidade das instituições de ensino da capital também está acima do restante do país.

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